OS MODERNOS SÃO ETERNOS

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Em geral é comum atribuir a palavra moderno a tudo que seja inovador e tecnológico, principalmente dentro da arquitetura e decoração. Neste sentido, ela  também torna-se sinônimo de contemporâneo, embora, na ótica histórico-cultural, moderno e contemporâneo abranjam contextos bastante distintos. O movimento moderno (ou modernismo) é o conjunto de movimentos culturais, escolas e estilos que  permearam as artes (arquitetura, literatura, música, teatro, pintura e escultura) e o design (decoração e design de produtos) na primeira metade do século XX, pós-segunda guerra mundial.

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O movimento moderno baseou-se na ideia de que as formas “tradicionais” das artes, da organização social e da vida cotidiana tornaram-se ultrapassadas, e que era necessário criar uma nova cultura. Esta ideia se propôs a reexaminar cada aspecto da existência, do comércio à filosofia, com o objetivo de achar o que seriam as “marcas antigas” e substituí-las por novas formas de se chegar ao “progresso”. Em essência, o movimento moderno acreditava que era novo era também bom e belo.

Esta foto histórica marca um único momento em que grandes nomes do design estiveram juntos.  Da esquerda para a direita George NelsonEdward WormleyEero SaarinenHarry BertoiaCharles Eames e Jens Risom em uma clássica foto ao lado de suas obras de design, publicada na revista Playboy de Julho de 1961. Como estes arquitetos e designers foram referências em sua época e hoje são ícones do design moderno vou falar um pouco deles aqui.

O arquiteto e designer norte-americano George Nelson (1908-1986) foi junto com Clarles & Ray Eames, um dos fundadores do modernismo nos EUA. Criador da Herman Miller Collection, rapidamente começou a transformar de um pequeno fabricante de móveis residenciais em uma empresa guiada pelo design. Em sua introdução ao catálogo 1948 Herman Miller, Nelson articulou um conjunto de princípios que continuam direcionando os designers de hoje. Para ele, o design é parte integrante, o produto deve ser honesto, nós decidimos o que fazer; um mercado para um bom design existe. Vários de seus produtos ainda estão em produção e sendo comercializados até hoje.

O designer americano Edward Wormley (1907-1995) estudou no Instituto de Artes de Chicago, que devido às questões financeiras interrompeu seu curso para trabalhar. O que acabou se lançando no ramo do design e em 1931 ingressou na Companhia de Móveis Dunbar de Berna. A influência de seu trabalho foi tanta nesta empresa que acabou por mudar todo o estilo de produção, se tornando-a moderna. Seu mobiliário representou uma convergência de design histórico e inovação do século XX.

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Acreditava que o “Modernismo significa liberdade. Liberdade de misturar, de escolher, de mudar, de abraçar o novo, mas para conservar o que é bom.” Ele pegou os melhores elementos de design clássico e histórico e os traduziu para vernáculo moderno. O resultado do seu design trouxe um mobiliário sofisticado, que agradou a todos. Wormley ‘s nas Exposições Good Design encenadas pelo Museu de Arte Moderna e do Merchandise Mart, entre 1950 e 1955 elevou-o a um lugar respeitado ao lado de designers de ponta, como Bertoia, Nelson e Eames.

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